Wednesday, January 14, 2009

Os alunos e sua dificuldade de concentração

            Chega a ser quase óbvio: os alunos que não se concentram nas aulas o fazem porque estão com os pensamentos em outro lugar, em outra coisa. Enquanto o aluno não “resolve” a questão que se lhe apresenta à mente, não consegue se concentrar em outra coisa.

            Alguns professores quase chegam perto. Vêem um aluno distraído, ou distraindo outros, com a famosa “conversa paralela”, e perguntam: “Você está com algum problema”? Ah, se essa pergunta pudesse ser feita diariamente e individualmente a cada aluno, antes do início das aulas do dia, e se ele pudesse expor aos professores, com tranqüilidade, o que lhe ocupa o pensamento, e se a escola, como instituição, fosse capaz de atender a essa demanda e agir como um guia, um orientador, um conselheiro, de cada estudante, estariam banidas, para todo o sempre, as aulas desinteressantes!

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Monday, August 4, 2008

Realidade

Quer ficar maluco? Assista, no mesmo dia, Matrix e Waking Life (coincidência ou não, é tudo com Keanu Reeves! Caramba, só percebi isso agora!).

Mas o que eu queria comentar é sobre realidade. Com Matrix, fiquei perturbado no bom sentido, quer dizer, com aquela curiosidade sadia que busca a compreensão completa do mundo e da “realidade real” por trás das aparências. É aquela “admiração e espanto” de que falava Platão (Platão mesmo? Num foi Sócrates, não?).

Já com Waking Life fiquei perturbado no mau sentido. Isso por conta da minha formação espírita de quem acredita que, quando se morre, fica-se num estado de “perturbação”, que varia de pessoa para pessoa. Seria aquele momento em que você não sabe muito bem o que está acontecendo, quem é você, o que é o mundo, etc.

Nossa, como são antagônicas as abordagens! Em Matrix, o protagonista descobre o mundo real e o distingue do mundo ilusório. Em Waking Life, o coitado fica sem saber o que é realidade, afinal de contas. Fica sem saber onde está.

E aí eu me lembrei da abordagem espírita. E fiquei “comovido” com a situação de quem “desencarna” e passa anos sem saber aonde está, o que aconteceu.

E lembrei que o que nos faz “despertar”, de fato, é aquela certeza de que o mundo não está só na sua cabeça não (ah, pobre René Descartes, se tivesse essa sacada não botava a mão no fogo!).

A realidade é algo de que fazemos parte, mas que não está apenas “dentro” de nós. Ela é objetiva, e não apenas subjetiva. E o que nos faz distinguir o que é real do que é “da nossa cabeça”, é justamente compartilhar nossa experiência com os outros seres humanos. Perceber que a nossa história não é só nossa (embora, por “direito”, diga respeito só a nós mesmos). A Vida e a Realidade são percebidas por nós, seres conscientes do Universo, a partir da nossa interação com os outros.

A alegria de estar vivo é perceber que a sua experiência não é só sua. Ela é construída socialmente. Perceber isso, como eu estou tentando comunicar, traz aquela vontade de sair na rua e brincar carnaval com um milhão de pessoas. Uma vez, faz anos, o máximo que eu pude fazer, após sentir isso, foi “descer” correndo para o térreo e pedir a “próxima” no futebol. Não que eu gostasse tanto de futebol. Mas eu quis me sentir vivo. Quis compartilhar minha vida com o resto do mundo.

Um abraço.

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Thursday, July 31, 2008

Informação

Assim como em toda religião encontramos “fanáticos”, tem gente no ramo da Tecnologia da Informação que acredita que tudo, no mundo, é informação.

Por exemplo, o que você está lendo agora, a organização dos átomos da cadeira em que você está sentad@, e a organização do seu organismo, dada a partir do seu material genético.

Extremos à parte, refleti hoje sobre o valor da palavra dita (ou escrita). Passei semanas incomodado com a fala, a comunicação, achava tudo inútil, sem rumo. Mas hoje, vejo que o valor da palavra é justamente esse: informação. É a informação apropriada pelos indivíduos que faz a diferença na vida (atitudes, hábitos, posicionamentos políticos, comportamentos, etc.) de uma sociedade humana.

Cabe a nós saber buscar e assimilar a informação útil, que é aquela capaz de impactar comportamentos (vide o que Carl Rogers, no livro “Tornar-se Pessoa” fala sobre a “aprendizagem significativa”). O detalhe que eu não havia percebido, é que praticamente toda informação é capaz de impactar comportamentos. Em um sentido ou em outro. No momento em que é obtida ou, às vezes, anos depois.

A informação nos diz o que é o mundo, a realidade. E o que entendemos por realidade, claro, determina nosso posicionamento (incluí, no conceito de “realidade”, a realidade interior, ou seja, “o que é” o ser humano, “o quê” somos, cada um de nós, e “quem” somos).

Um abraço

Posted by Pelé Costa in 14:11:14 | Permalink | Comments (2)

Esqueci o Transmutalismo!

Escrevi um post sobre Imortalismo e esqueci o Transmutalismo, cuja idéia é a de que um ser humano pode obter um domínio mental tão grande sobre a matéria, que poderia “desmaterializar” seu corpo e “rematerializá-lo” como “bem entendesse”, dominando, portanto, muito mais do que a saúde física e a imortalidade.

Nessa linha, temos um pouco de Leonard Orr (vide post sobre Imortalismo) e muito de Emmanuel de Cériz, português que, pelo que entendi, reivindica uma nobreza francesa (“Príncipe de Ceriz”),  inclusive sobre um território (dele?) que foi (?), no passado, um reino de seus ancestrais. Vide www.ceriz.org. No site, é possível ler, gratuitamente, o livro “Ignius, O Mistério da Trasmutação”. Não entendi se são só fragmentos ou se o livro é assim, desordenado mesmo.

Um abraço

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Tuesday, July 29, 2008

Emoção: “mobilização para a ação”

Outro dia estava lendo o “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman. O autor comenta que a origem etimológica da palavra “emoção” traz o sentido de “mobilização para a ação”. E explica os circuitos neurais relacionados a esse mecanismo.

A minha reflexão, alguns dias depois da leitura, foi a respeito dessa necessidade que alguns de nós temos (eu, por exemplo) de ter uma emoção para partir para a ação. O que é, acredito, exatamente oposto ao planejamento.

Por exemplo, eu tenho que levar meu carro na oficina. Entretanto, só me decido, de fato, a telefonar para marcar um horário quando o carro dá pau na hora que eu preciso dele. Aí vem uma raiva e a determinação de colocar o carro na oficina “hoje mesmo”.

Dessa forma (e de várias outras), vejo como um desafio pessoal prescindir da emoção para a ação. Quer dizer, ser “frio” de forma positiva. Sim, pois de forma negativa, todos temos o estereótipo do sujeito “frio e calculista”, que trama maldades sem nenhuma compaixão com os outros seres humanos.

A idéia é ser capaz de fazer o “bem” sem emocionalismos, sem a necessidade de “amar”, “ter compaixão”, “apiedar-se”, “solidarizar-se”, ou whatever. Ter autodisciplina sem auto-flagelação, auto-exigencialismo. Fazer o que é certo, na hora certa, da forma certa, sem a necessidade de se “sentir bem” com isso, apenas por ser o melhor para todos.

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Thursday, July 24, 2008

E olha que faz tempo que não vejo “highlander”

Andei pesquisando sobre imortalismo esses dias e fiquei surpreendido com a vasta literatura a respeito.
De tudo, resumo o seguinte:

1) Na Califórnia, há o Immortality Institute. Querem “unlimited lifespans” pela via biológica/medicinal. Site: http://www.imminst.org/. Nesse ponto de vista, muita gente tá pensando em ser congelada antes da morte cerebral para que, no futuro, hipoteticamente, possam ser revividas quando a tecnologia para sua cura estiver disponível. Site: http://www.alcor.org/.

2) Leonard Orr tem vários livros escritos sobre imortalidade física. Acha que a morte é um “hábito” adquirido geração após geração. As pessoas morrem porque suas pulsões (anseios) de morte seriam maiores que suas pulsões de Vida. Sondra Ray também compartilha sua filosofia de Rebirthing.

3) A Wikipédia trata do tema no verbete ”Imortality”

4) Há quem diga que o alquimista Nicolas Flamel encontrou o elixir e ainda está por aí.

5) Teorias da conspiração incluem a CIA e extraterrestres guiando pesquisas do genoma humano rumo à imortalidade, a fim de se promover a colonização de outros planetas, quando da destruição do planeta Terra.

6) Demais teorias que encontrei referem-se à imortalidade espiritual, como as contidas no espiritismo.

Quem tiver novidades, pode postar nos comentários.

Um abraço.

Tem muita gente nesse meio adepta da criogenia

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Tuesday, February 13, 2007

Sobre quadras e ambulâncias

   O escândalo das ambulâncias traz à tona um problema da estrutura da saúde no país. Um município, geralmente uma capital, possui razoável estrutura hospitalar e termina por receber os pacientes de vários municípios vizinhos. Para os prefeitos, é bem mais cômodo: é só comprar a ambulância e “despachar” os doentes. O custo do tratamento é todo da cidade que os recebem.

   A compra da ambulância, em si mesma, traz duplo benefício ao político: permite o desvio de uma parte do dinheiro e angaria popularidade e, portanto, votos.

   Com as quadras poliesportivas já está ocorrendo algo semelhante. O correto, o lógico, seria que as quadras integrassem a estrutura física das escolas, que estão deterioradas. Mas é muito mais populista – e permite muito mais roubo - a construção de uma quadra no meio do bairro, largada, aberta à depredação pública.

   Mas no fundamento de toda essa problemática está o federalismo brasileiro e sua expressão orçamentária. O processo de arrecadação federal e subseqüente “repasse” aos municípios dá início, a cada “liberação de verbas”, a um processo de disputa de recursos que é um campo fertilíssimo à corrupção.

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Krugman não concordaria, necessariamente, comigo.

Quando eu era criança, achava que um país rico era o que possuía maior quantidade de recursos naturais. Ou seja, se o país é rico em minérios, ele pode produzir aço e, a partir daí, montar indústrias e produzir riqueza.

Depois me dei conta de que, para produzir aço ou montar indústrias, as pessoas do país precisam ser muito qualificadas, instruídas. Descobri que a fonte da riqueza é o Capital Humano, obtido com instrução e educação. A partir de sua educação, os cidadãos podem comprar matéria-prima dos países em que as pessoas só sabem extrair os minérios, mas não sabem como trabalhá-los. Depois, é só vender uns poucos produtos industrializados para os países que venderam a matéria-prima, obtendo o dinheiro de volta.

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Tuesday, February 6, 2007

Legalizar só é ruim pra bandido

Argumentos econômicos para a legalização das drogas 
 
O mercado de drogas, como qualquer outro, é formado por oferta e demanda. Do lado da demanda, o combate às drogas se dá pela educação básica de qualidade, no sentido de evitar que a criança venha a se tornar um futuro consumidor. Ou seja, educação e campanhas atacam diretamente as “preferências do consumidor”, que são a fonte da “curva de demanda”.
 
Do lado da oferta, a repressão policial traz, como consequência, um menor número de ofertantes. O mercado se torna, então, oligopolizado, ou monopolizado, e as consequências econômicas são uma menor quantidade ofertada a um preço superior.
 
O preço de monopólio/oligopólio é o que permite os lucros extraordinários, que, por sua vez, viabilizam a compra de fuzis, policiais, burocratas e políticos.
 
Legalizar ou não é uma escolha entre dois cenários:
 
No cenário atual, o consumo de drogas por habitante é menor. Em contrapartida, há grande violência associada ao tráfico.
 
No cenário da legalização, o consumo de drogas por habitante aumenta. Mas a medida levaria o mercado a uma situação próxima à da “concorrência perfeita”: grande número de ofertantes, baixo preço e reduzida margem de lucro. A violência associada ao tráfico praticamente desapareceria, se compararmos com o cenário atual.
 
Trata-se, então, de escolher entre mais drogas e menos violência, ou mais violência e menos drogas.
 
Acredito que os prejuízos das drogas são menores que os da violência. O elemento decisivo para esta minha crença é a baixíssima elasticidade-preço da demanda por drogas: quem demanda, comprará num cenário de legalidade ou ilegalidade, baixos preços ou altos preços. Portanto, os prejuízos para a “saúde pública” serão incrementados muitíssimo menos do que os benefícios com a redução do poder econômico do crime organizado.
 
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Há um comentário sobre o impacto que a medida traria nas relações internacionais brasileiras:
 
Traficantes internacionais podem buscar aumentar a participação do Brasil na cadeia de negócios, o que pode levar a pressões dos governos de outros países contra a medida. Mas se somos um país soberano (!!??), ora, isso não seria grave empecilho…
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Monday, October 2, 2006

Futebol não se discute – ou o porquê do título deste Blog

     Há quem prefira não discutir Política, Religião, Futebol e toda uma série de temas. O propósito deste Blog é justamente falar de tudo – ou quase tudo – na crença vigorosa de que consensos devem, sim, ser construídos, como resultado de debates bem debatidos. Mas por uma questão de tempo (e de ignorância do poster), o tema “futebol” será, infelizmente, excluído, estando preservados todos os outros.

     É por isto que, neste blog, futebol não se discute.

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